Qual a diferença entre prova de trabalho e prova de participação em uma blockchain?

Mar 18, 2021 at 17:42 // NOTÍCIAS

Você sabe a diferença entre os diferentes meios de validação de redes blockchain? Aprenda mais sobre a diferença existente entre Proof-of-work e Proof-of-stake, que são modelos de validação das transações usados pelas principais criptomoedas do mercado.

A forma com que as criptomoedas validam as suas transações é de suma importância para a rede. É por causa da validação que não existe o risco de acontecerem gastos duplos em uma blockchain de uma moeda digital. Portanto, criptomoedas não são como arquivos de nossos computadores, que são facilmente clonados. Uma vez enviada, uma transação praticamente não possui chances de ser desfeita ou duplicada.

Entre os sistemas de validação mais conhecidos, podemos citar a prova de trabalho (Proof-of-work ou PoW em inglês) e prova de participação (Proof-of-staking ou PoS em inglês).


O que é prova de trabalho?

Como é de se esperar neste modelo, a validação PoW exige um esforço computacional, sendo assim o seu trabalho. Com esse intuito, a emissão de novas moedas e confirmação de novas transações acontece após uma validação através de cálculos realizados por computadores. 

O sistema de prova de trabalho se baseia na aleatoriedade e na baixa probabilidade e por isso muitos cálculos são feitos e não aproveitados. Tanto esforço computacional gasta uma grande quantidade de energia elétrica e por isso o PoW é criticado. Para se ter uma ideia, em 2021 a validação da rede bitcoin já consumia mais energia elétrica do que toda a Argentina. Impressionante, não?

A prova de trabalho é popularmente conhecida como mineração. Com o tempo, alguns desenvolvedores se empenharam em encontrar uma solução para validar transações sem a necessidade de tanto gasto de energia. Foi assim que surgiu a PoS. 

Como exemplo de criptomoeda que utiliza a prova de participação, podemos citar a principal no ranking de capitalização, o bitcoin!

O que é prova de participação?

Para a realização do processo conhecido como prova de participação, o usuário da rede precisa reservar um número de criptomoedas e realizar um “stake”. No mercado de criptomoedas, stake significa deixar as moedas travadas, bloqueadas em sua carteira. Para a escolha do participante que validará um bloco na rede,ainda é usada a aleatoriedade. Mas quanto mais moedas o participante tiver em sua carteira, maior é a chance de ser o escolhido para a validação.

Então, para resumir, tudo funciona de uma maneira muito simples: basta deixar moedas paradas em sua carteira. Quanto maior for o seu saldo bloqueado, maior são as suas chances de ser escolhido como um validador da rede. Aos validadores, é dada uma recompensa em criptomoedas por ajudar na segurança da rede.

Na PoS, não se usa o termo mineradores para se referir aos validadores da rede, mas sim “forjadores” ou “stakers”. Como exemplo de criptomoedas que utilizam prova de participação, podemos citar a Dash e a Stellar. 

Cada moeda possui seu protocolo, ou seja, a forma com que distribui as recompensas de  staking. Algumas, como a NEO, recompensa cada um de seus usuários de acordo com o saldo em carteira, proporcionalmente.

Existem críticas ao modelo de PoS também. A mais comum é o fato que a prova de participação tende a ser mais centralizada, já que quem tem mais moedas poderá ter mais poder de decisão na rede. O outro argumento muito utilizado como algo negativo é o fato de que quanto mais moedas um participante tiver em stake, mais chances de ser escolhido como validador e recompensas irá receber, trazendo o risco de que poucos endereços detenham a maior parte do supply da moeda..

Na verdade, cada modelo aqui apresentado vai ter seu caso de uso. Não existe uma métrica para determinar qual é o mais eficiente, mas sim qual é o que se encaixa melhor de acordo com a visão e objetivo de um projeto de criptografia.



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